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Processamento
Simbólico |
O
que é Processamento Simbólico?
"Processamento Simbólico" é um dos resultados que se obtém quando se aplica conceitos
da Semiótica à construção de
softwares. Dizemos que os softwares gerados dessa maneira utilizam
o Processamento Simbólico, ao invés do Processamento Algorítmico (que
é o que resulta quando utilizamos os conceitos tradicionais na construção
de softwares).
Motivação
Entendemos que a Semiótica - ciência que estuda a Informação - pode
contribuir significativamente para a Informática - ciência que estuda
a automatização da Informação. A Informática tradicionalmente não
utiliza conceitos da Semiótica. A nossa motivação é iniciar essa utilização.
Até agora não vimos a Semiótica ser sistematicamente aplicada à construção
de nenhum software. As metodologias utilizadas comercialmente parecem
estar muito preocupadas com as especificações técnicas do produto
final. É verdade que não se pode construir sistemas sem haver preocupação
com a tecnologia, mas o que termina acontecendo é que deixa-se de
lado a resolução de problemas que às vezes são essenciais ao negócio
porque não existe uma abordagem apropriada para resolvê-los.
Os softwares que já utilizam a Semiótica são na maioria experimentais.
As aplicações comerciais se limitam à utilização Linguística da Semiótica:
são softwares para interpretação de textos, o que já é um avanço fenomenal
em relação aos softwares tradicionais, mas é ainda uma pequena fração
do que pode vir a ser feito.
Lembremos: a Semiótica não contribui do ponto de vista tecnológico,
mas do ponto de vista conceitual. Os softwares concebidos com essa
visão dão ao seu usuário um poder até agora reservado ao profissional
de sistemas.
Temos estudado a aplicação dos conceitos da Semiótica a softwares
comerciais. Os primeiros resultados
são animadores.
Compromisso
Um software comercial que utilize a Semiótica deverá:
aumentar enormemente a flexibilidade do sistema;
permitir a retenção e a recuperação de informação de maneira nunca
vista nos sistemas tradicionais;
ter um custo de construção menor que um software tradicional, para
uma mesma aplicação;
possa ser, em princípio, adaptado a qualquer ambiente tecnológico;
aceitar interfaces com sistemas tradicionais (algorítmicos) já existentes,
quando for o caso. Essas interfaces deverão ser de construção rápida,
fácil e barata;
permitir que o usuário final consiga alterar a configuração do sistema
nos pontos que são críticos para o negócio.
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