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Quadro
do Paisagísmo no Brasil - QUAPÁ |
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Em 1994 foi criado o projeto
"Quadro do Paisagísmo no
Brasil - Quapá", que pretendia detectar as linhas de projeto da
arquitetura paisagística em espaços públicos, pesquisando 17 cidades
importantes do Brasil, onde se sabia existir projetos paisagísticos
de porte e qualidade.
O escopo do trabalho foi limitado aos espaços públicos: praças, parques
e calçadões. O volume de material encontrado superou em muito as expectativas
e centenas de projetos foram pesquisados e documentados, permitindo
a determinação de três grandes linhas de Projeto paisagístico brasileiro.
Em 1997 iniciou uma segunda etapa do trabalho - QUAPÁII - abrangendo
36 novas cidades.
Parte de seu acervo foi disponibilizado no CD-ROM Arquitetura da Paisagem, da Semiotic Systems.
História
Apesar do importante conjunto de obras da arquitetura paisagística
do Brasil nos últimos cento e cinqüenta anos, praticamente a totalidade
desta obra é desconhecida tanto do grande público como dos estudiosos.
Somente um nome/autor brasileiro é conhecido, nacional e internacionalmente:
Roberto Burle Marx.
O incremento da necessidade de tratamento dos espaços livres foi efetivado
a partir dos anos 50 no Brasil, com a consolidação do processo de
urbanização nacional. Nas últimas décadas do Século XX a grande maioria
da população habita em cidades, sendo significativo o número de centros
urbanos com população entre 100.000 e 500.000 habitantes e o número
de grandes metrópoles.
O Quapá foi criado visando estudar, pela primeira vez de forma sistemática,
o que existe em termos de paisagismo no Brasil.
Procedimentos de documentação
O desenvolvimento do processo indicou a necessidade de trazer à luz
não somente os melhores projetos mas as diversas posturas projetuais.
Envolver não só situações urbanas assinadas por profissionais consagrados:
trazer à luz também os projetos concebidas pelos profissionais dos
órgãos públicos, também as obras anônimas.
Etapas de trabalho:
1. Visita e consulta a órgãos públicos para obtenção de desenhos originais.
2. Seleção do material coletado a partir de 3 critérios: Elaboração
projectual, significado como tipologia e Integridade e conservação
do logradouro
3. Processamento gráfico - os levantamentos de campo são desenhados
em computador, com padrões gráficos determinados pela equipe.
4. Avaliação e classificação dos projetos, segundo as três grandes
linhas determinadas.
5. Inserção dos dados em: Arquivo fotográfico, Arquivos de projetos
6. Inserção no SearchMan Light.
Por que o SearchMan Light?
É fácil ver que é impossível estabelcer a priori quais são os melhores
critérios de classificação da informação levantada: por ser trabalho
de pesquisa, o critério pode eventualmente ser definido pelo pesquisador
no próprio momento da coleta da informação.
Os sistemas tradicionais são construídos com base em critérios de
classificação definidos a priori. Alterá-los depois do sistema pronto
pode ser tarefa difícil, senão impossível. Daí a necessidade de uma
ferramenta capaz de se adaptar à visão única de cada pesquisador,
permitindo que se incluam, excluem a modifiquem os próprios critérios
de classificação.
O SearchMan Light , por utilizar a Rede
Semântica , possui exatamente a flexibilidade necessária para
o cadastramento da informação baseada nos melhores critérios. Que
são decididos pela equipe ao longo do trabalho. E o mais interessante
é que, depois do trabalho pronto, será possível a qualquer pesquisador
buscar as informações segundo seus critérios e, sem afetar o que já
foi cadastrado, classificar os dados segundo os seus próprios novos
critérios. |
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